domingo, 22 de novembro de 2009

Matérias no A Tarde

Líderes comunitários sofrem ameaças e trabalham sem proteção
em CIDADES 30/10/2009
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1267065
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Construção de praça no Stiep se arrasta há 5 anos
em CIDADES 26/08/2008
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=946467
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Lagoa dos Pássaros registra maior seca de sua história
em CIDADES 12/02/2008
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=837904
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Projeto exibe documentário com entrada franca
em CULTURA 07/07/2007
www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=766517
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Tiros em Columbine é exibido no Stiep
em CIDADES 24/05/2007
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=753548
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Tiros em Columbine é exibido na biblioteca Thales de Azevedo
em CIDADES 24/05/2007
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=753547
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Espaço do Leitor
em CIDADES 19/02/2003
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=617298
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Tempo Presente
em CIDADES 25/10/2002
www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=613658

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Apresentação de projeto e debate no Stiep (dia 24/11/09 às 19h)


O que: Apresentação do projeto da Praça da Juventude e debate sobre a Requalificação Urbana do Stiep
Quando: 24/11/2009 às 19h
Onde: Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici

sábado, 7 de novembro de 2009

Jornal Local edição nº51 (novembro / dezembro de 2009)

Jornal Local 13 anos / depoimentos

Falar do Jornal Local, temos que citar o trabalho, a fidelidade, o senso crítico mais construtivo, a franqueza, a sabedoria, a lisura com que os fatos são relatados e principalmente a maneira profissional com que esse veículo de comunicação leva a sociedade. Parabéns. Continuo acreditando no Jornal Local. Quanto àqueles que tentam perturbar, são dignos de pena, devido ao seu alto grau de inveja e despeito das coisas que triunfam. A luta continua, Mestre Hendrik.
André Luis Carvalho
Associação dos Amigos das Lagoas do STIEP

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Parabenizo o Jornal Local pelo excelente trabalho que vem desempenhando durante estes 13 anos de atividades.
Conceição de Maria Vieira Andrade
Biblioteca Pública Thales de Azevedo

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Todos os meios de se transmitir conhecimentos e espalhar o pensamento humano, seja através de opiniões expressas por pessoas públicas, privadas ou da sociedade civil tem grandiosa influência na vida do indivíduo e de toda a sociedade, interferindo no modo de pensar, de agir e no processo de formação de idéias e opiniões. É através dos meios de comunicações que pensamentos, relatos do cotidiano, opiniões, protestos e publicidade ganham asas e se espalham pelo mundo. È certo que nem todos tem recursos financeiros que lhe permitam ter acesso a esses conhecimentos, o que dificulta a própria educação do indivíduo, é isso mesmo, eu quis dizer educação, pois o papel educativo dos meios de comunicação são essenciais para a atualização do indivíduo como cidadão.
É por isso que venho parabenizar Hendrik Aquino, pelos 13 anos de existência do Jornal Local, sempre transmitindo informações de forma transparentes e fidedignas para a sociedade, agindo como instrumento de atualização do conhecimento e formador de opiniões, dando espaço para a sociedade expressar suas reivindicações de forma gratuita, mostrando e confirmando a sua responsabilidade social perante a sociedade, relatando e registrando os fatos ocorridos nos bairros, para que a visão do 1º setor (Estado/Governo) possa nos alcançar e exercer o seu papel social de forma mais humanitária e comum a todos. São trabalhos como estes que devem possuir incentivos e investimentos, seja do público ou do privado, pois sua influência termina atingindo todos os âmbitos da sociedade e trabalhos assim devem ter sua continuidade garantida.
Márcio Santana Araújo
produtor Cultural

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A AMOCA - Associação dos Moradores e Amigos do Costa Azul, parabeniza o JORNAL LOCAL nos seus treze (13) anos de serviço à Comunidade, sempre levando informações relevantes para o exercício da cidadania.
Agda Dalila - Presidente
Mª Lúcia - Vice-Presidente
AMOCA
Associação de Moradores e Amigos do Costa Azul

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Amigo Hendrik,
Que bom que o Jornal Local esteja completando 13 anos de vida ,
colaborando, informando, orientando, enfim, um meio de comunicação que nos ajuda a refletir e pautar soluções para as reivindicações da comunidade.
Receba em meu nome e da Diretoria da AMS-Gestão ROSA os nossos parabéns e por mais anos de luta e sucesso.
Unidos nos fortalecemos.
Rosa Porto
AMS
Associação de Moradores do Stiep

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Amigos que como eu amam esse bairro, essa região, esse melhor pedaço de lugar nessa cidade que dispensa depoimentos. Eu estou feliz hj de dizer nessa edição comemorativa desse periódico que continuo aqui, somente assistindo e percebendo que iniciativas como essa de meu amigo Hendrik nos fazem crer que positividade não é só uma palavra e que sonho pode ser real no momento que se acredita.
Duda
Vocalista da banda Diamba

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Gostaria de parabenizar o jornal Local nesses 13 anos de existência, fornecendo informações aos moradores e cidadãos, principalmente sobre as lutas empreendidas nas melhorias dos bairros que cobre a circulação do jornal, sendo estes pertencentes a cidade do Salvador. È um instrumento de democratização da informação com compromisso de juntar-se a outros grupos e entidades na construção de uma cidade melhor para todos. A FABS parabeniza também seu idealizador pela persistência, seriedade que vem ao longo desses 13 anos fazendo a informação chegar a população com transparência.
Tânia Palma
FABS
Federação das Associações de Bairros de Salvador

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Impossível em poucas palavras, resumir 13 anos de trabalho e dedicação a
diver--sas comunidades.
Comento apenas que o Jornal Local, tem sido de suma importância para nossa comunidade, através de suas matérias, cobranças, divul-gação de eventos e claro a divulgação do comércio do nosso bairro.
Acho que a comunidade bem informada estará, sempre, municiada para atender suas necessidades quer sejam, junto aos poderes públicos, ou junto a sua própria comunidade.
E este papel, de informar, o Jornal Local tem desempenhado de forma ímpar nestes 13 anos.
Parabéns.
Jorge Andrade
Comissão de Moradores
do Jardim Armação

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Parabenizamos aos responsáveis pela existência do jornal Local, porque sabemos das dificuldades para preservar um jornal comunitário com independência e honestidade, ao longo de 13 anos. Precisamos e torcemos pela sua continuidade como instrumento de informação para a divulgação das lutas conduzidas pelos moradores.
Ramiro Pedro Cora
Presidente da FAMEB

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Informação é poder!
Esta sempre foi a proposta do nosso Jornal Local, durante estes 13 anos de existência; através dela (a informação), possuímos o conhecimento real dos fatos e o respaldo consciente sobre todos os problemas e conquistas do nosso bairro. O nosso Jornal (que já ultrapassou merecidamente através da sua seriedade, a barreira de ser “Local”), tornou-se uma voz importante para todas as Associações que buscam seu apoio, além de contribuir diretamente na busca incansável de melhorias e bem estar de todos nós moradores. Um Jornal que surgiu de uma Associação de Moradores e hoje alcançou a marca de 15 mil exemplares, demonstra competência e credibilidade - situações indispensáveis para a “informação”.
O Vale dos Rios agradece a amizade e pareceria firmadas através destes anos de existência e convivência. Desejamos muitos anos de vida para este importante trabalho e ao nosso amigo Hendrik, a certeza de que seu trabalho conseguiu durante estes anos, ajudar e transformar pessoas e lugares - É o efeito “poder”, causado pela boa “informação”.
Parabéns e vamos sempre em frente!
Leonardo de O. Neto
Associação de Moradores Vale dos Rios

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Cheguei no bairro do Stiep em 1998. Procurava um lugar em que pudesse ter tranquilidade para morar e produzir minha música. Reformei uma casa e fiz toda preparação acústica necessária para receber as bandas. O estúdio em Transe, uma homenagem a Glauber Rocha, foi um sucesso imediato. O bairro já era residência de ilustres músicos e artistas que logo vieram me procurar para trabalhar. Grandes artistas como: a família Santiago (Mariella, Gil, Angelo e Messias) e Carlinhos Marques foram meus primeiros clientes. Hoje atuo como produtor e artista. E tenho o STIEP como meu bairro do coração. O lugar perfeito para minha criação artística. O Jornal local é uma genial iniciativa de Hendrik, pois integra as pessoas do bairro, trazendo novidades e divulgando o comércio. Acho também que o jornal tem um caráter social muito importante, pois as matérias além de mostrar as qualidades do bairro apontam também os problemas. Isto faz com que , nós moradores do STIEP, tenhamos um jornalismo ativo, capaz de alertar os políticos responsáveis quanto as necessidades do bairro. Parabéns a Hendrik pela sua luta e Parabéns pelo aniversário do Jornal Local. Desejo tudo bom para todo pessoal do Jornal e muito sucesso!
Vandex
Músico

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Jornal Local: Treze anos trabalhando para e pela comunidade

Carlos Henrique Ferreira Melo (*)

A participação da sociedade no combate a violência é fundamental, é necessário sair da zona de conforto simplesmente atacando a policia e exercer a sua cidadania. O jornal Local neste treze anos tem procurado despertar e possibilitar este exercício: noticias, artigos, reuniões, entrevistas, solicitações, queixas, criticas, elogios, enfim, um meio de comunicação livre e aberto a comunidade. A violência não pode ser tratada apenas como problema da Polícia, pois não o é, a comunidade tem de se engajar na luta através de denuncias até mesmo anônimas (32350000- disque denuncia ou 31163901- 39ª CIPM), quem mais sabe os problemas de uma comunidade são os seus membros, que tem o dever de denunciar ou pelo menos discutir o que deve ser feito. Observamos uma população que sequer participa de reuniões de condomínio, que presencia o crime e se nega a prestar depoimento ou pelo menos informações, que exige soluções, mas dificilmente colabora. Todos desejamos paz, todos desejamos sair as ruas despreocupados e seguros, imaginem como seria facilitado o serviço policial se o(s) autor(es) de cada crime fosse(m) denunciado(s), se todos participassem das reuniões sobre violência como a que vai ocorrer no dia 05 de novembro ÀS 15 HORAS no auditório da Pró Reitoria de Extensão da Uneb, na avenida Jorge Amado, promovida pela 39ª Companhia Independente de Policia Militar engajada no combate a violência, na certeza que a participação da comunidade é fundamental. Sabemos disto, porém, buscando uma zona de conforto, agindo como se não fosse problema nosso, nos limitamos a atacar violentamente uma instituição secular e pior ainda, seus membros individualmente. A própria sociedade que execra o PM é a mesma que fomenta os crimes do tráfico de drogas, pois são os consumidores, os compradores, admitir que é permitido usar drogas e proibido vendê-las ou produzi-las é de uma insensatez absurda, seria como se fosse permitida o uso de coca-cola e proibida sua produção e venda, como é possível? Necessário esclarecer que quem paga propina ao policial é corrupto também, infrator ao artigo 333 do código penal, não é motivo de elogios tal conduta, como exigir seriedade no serviço policial sendo o primeiro a desrespeitar a lei? Evidente que atos como estes são praticados pela minoria da sociedade, e também evidente que uma minoria pratica atos criminosos na Policia, a grande maioria trabalha incansavelmente para “servir e proteger” a sociedade. Por isto, o trabalho desenvolvido pelo jornal Local nestes treze anos serve de exemplo para outros meios de comunicação.

(*) O autor é Major da Policia Militar da Bahia, comandante da 39ªCIPM, especializado lato sensu em Gestão Estratégica em Segurança Pública (CEGESP- UFBA) em Defesa Social e Cidadania – UFPA e professor da Academia de Polí

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Poluição matou os rios de Salvador

Adilson Fonseca A Tarde - BA Junho/2001

Na Lagoa da Paixão, no subúrbio de Coutos, do lado direito da rodovia BA-528 (Estrada Paripe/Base Naval), o banho de rio ainda faz parte das atividades de lazer da comunidade local. A lagoa é a principal nascente do Rio do Cobre, que forma parte do sistema de abastecimento de água de Salvador, através da barragem do mesmo nome, e corta todo o Parque de São Bartolomeu, até desaguar na Enseada do Cabrito, na Península de Itapagipe, orla sul de Salvador.

O Rio do Cobre é o único, dos que existem em Salvador, que ainda tem vida, mesmo assim com uma série de riscos, por causa do processo de devastação da vegetação em suas margens e, principalmente, dos esgotos lançados por dezenas de invasões ao longo do trajeto de mais de dez quilômetros até a foz. As palafitas de Novos Alagados é a maior delas e neste trecho o rio se transforma em um córrego de puro esgoto, que contribui para a poluição da Enseada dos Tainheiros.

Outros rios em Salvador - Rio das Pedras, Trobogy-Jaguaribe, Paraguari, Camurugipe e seus afluentes -, ou desapareceram, como os vários cursos de água na área da Avenida Paralela, ou foram transformados em canais de esgotos e confinados, na maior parte do seu trajeto, em galerias subterrâneas, como os rios das Tripas e Lucaia.

Imagens perdidas

Dos grandes rios que cortavam a cidade no sentido oeste-leste, nenhum deles oferece condições de balneabilidade e piscosidade, muito menos de potabilidade. Tomar banho ou beber de suas águas é altamente arriscado para a saúde. O maior deles, o Camurugipe, percorre 14 quilômetros, desde a sua nascente, em Boa Vista de São Caetano, até a foz, na Praia do Costa Azul, num trajeto de intensa poluição, causada, principalmente, por despejos dos esgotos residenciais de dezenas de favelas que existem dos dois lados de suas margens.

O Camurugipe já foi um dos principais mananciais de abastecimento de água da cidade, até a década de 70, quando o último dos seus diques, o do Calabetão/Mata Escura, foi fechado, por ter se transformado em uma imensa bacia de esgotos. Igual situação aconteceu com o Rio das Tripas, que é um dos principais afluentes do Camurugipe, encontrando-o na altura da Rótula do Abacaxi. Recebendo esgotos das encostas de Brotas, do IAPI e da Cidade Nova, o rio, que tem outro afluente no Largo dos Dois Leões, corre, a maior parte do trajeto, em galerias subterrâneas, exalando mau cheiro nos trechos a céu aberto.

Na Paralela, o Rio das Pedras foi dividido pela Avenida Luís Viana Filho (Paralela) e suas nascentes, nos fundos do quartel do 19º BC do Exército, no Cabula, só resistem devido à presença da unidade militar, que mantém preservada a mata em volta do quartel, usada como campo de treinamento. Contudo, a partir do Imbuí até desembocar na Praia da Boca do Rio, o rio alterna trechos de alta poluição, com outros que ainda oferecem condições de vida para a fauna e flora. Na área que vai do Imbuí até Mussurunga, margeando a Avenida Paralela, vários pequenos rios foram represados e transformados em lagoas, restando apenas, praticamente morto, o Trobogy, que nasce em Águas Claras com o nome de Cascão, sendo denominado Jaguaribe quando atinge a orla, na altura de Piatã.

Meio ambiente

As nascentes que resistem

Rio Camurugipe - Nasce na Boa Vista de São Caetano e chega a ter 20 metros de largura no trecho próximo ao Iguatemi. Recebe os afluentes da San Martin, IAPI (Loteamento Antônio Balbino), Barros Reis (Rio das Tripas) e forma, com um dos braços, o Rio Lucaia. Deságua na Praia do Costa Azul.

Rio das Pedras - Nasce nos fundos do 19º BC, entre o Pernambués e o Saboeiro. Corta a Paralela na altura do Imbuí e desemboca na Praia da Boca do Rio.

Rio do Cobre - Nasce em Coutos (Lagoa da Paixão), acompanhando a BA-528 (Estrada Paripe/Base Naval), formando a primeira represa em Pirajá e, depois, em Ilha Amarela, já dentro do Parque de São Bartolomeu. Deságua na Enseada do Cabrito, um dos estuários da Península de Itapagipe, na Cidade Baixa.

Rio Trobogy - É chamado de Rio Cascão a partir da sua nascente, em Águas Claras, atravessando a Via Regional e indo desaguar na Represa de Ipitanga. A partir dai recebe o nome de Rio Trobogy até a Paralela, quando é denominado Rio Jaguaribe. Deságua na Praia de Piatã.

Rio Paraguari - Nasce em Fazenda Coutos (Barreiro), a partir de várias lagoas na Estrada Velha de Periperi. Deságua na Praia de Periperi, no subúrbio ferroviário.

Rio Lucaia - É um braço do Rio Camurugipe, a partir do Iguatemi. Recebe águas de córregos de Brotas e vai desaguar no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho.

Rio das Tripas - Nasce na Barroquinha (subterrâneo, em galerias) e recebe águas de afluentes em Sete Portas e Dois Leões, até encontrar o Camurugipe, no Largo dos Dois Leões. A maior parte corre em galerias subterrâneas.

Meio ambiente

Camurugipe: 14 km de esgoto

Quem vê a lavadeira Rosalina Santos Soeiro, 45 anos, retirando com um balde água de uma cisterna dos fundos de uma casa, no fim de linha de ônibus do bairro de Boa Vista de São Caetano, não imagina que ali nasce o rio mais poluído de Salvador: o Camurugipe. Ainda hoje, além dessa, outras quatro fontes fazem parte das nascentes do rio, de onde a população retira água cristalina para uso doméstico, contrastando com a realidade de esgotos, dez metros adiante, e que se estende por 14 quilômetros, até a Praia do Costa Azul, na orla marítima.

O Camurugipe corta bairros densamente povoados, como Boa Vista de São Caetano, Campinas, Calabetão, Bom Juá, Retiro, Rótula do Abacaxi, Pernambués, Stiep e Costa Azul. A área de influência do rio é o principal campo de trabalho para as obras do Bahia Azul, que procura eliminar os pontos de lançamentos de esgotos, desde a sua nascente até o Iguatemi, onde é desviado, através de um interceptor, para o leito subterrâneo do Rio Lucaia, até uma estação de tratamento, no Rio Vermelho, e daí para o mar, através de um emissário submarino.

Na área de sua nascente, o Camurugipe forma dois importantes diques, que até meados deste século integravam o sistema de abastecimento de água de Salvador. O principal era o Dique de Campinas de Pirajá, ligado ao Dique da Boa Vista, ou do Ladrão) e deste, atravessando a BR-324, à represa do Calabetão/Mata escura. Recebe as águas de antigos afluentes da Bacia do Calafate (Fonte da Bica, na San Martin), de outro, que desce da encosta do bairro do IAPI, e mais adiante, na Rótula do Abacaxi, do Rio das Tripas. No Iguatemi, forma um outro braço, o Rio Lucaia, e segue (agora em leito seco), até a orla, desaguando no Costa Azul.

fonte: http://www.biodiversityreporting.org/article.sub?docId=435&c=Brazil&cRef=Brazil&year=2002&date=June%202001

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Confira novo vídeo de funcionária cobrando propina em cartório

Redação CORREIO
As duas funcionárias públicas que foram flagradas recebendo propina continuam trabalhando normalmente no 10º e 5º tabelionatos de notas em Salvador. Em junho, reportagem do CORREIO flagrou, com uma câmera escondida, o momento exato em que as duas serventuárias cobram 'taxas extras' para agilizar serviços cartorários.

Veja o vídeo:

Flagrante em cartório de Salvador 2
http://www.youtube.com/watch?v=Tjq12uzavwg

Em um dos vídeos, a escrivã Maria Rita Cruz, do 5º Tabelião de Notas do Comércio aparece cobrando uma taxa de R$ 50 para agilizar em um dia a liberação de uma procuração. Antes, ela havia dado um prazo de um mês para liberar o documento. Um homem, que se apresenta como Jonas, e se diz oficial de justiça, serve de intermediário até a funcionária.

“Mas diga, qual é sua emergência?”, indaga a funcionária. Na “emergência”, a servidora cobra R$ 50 “por fora”. Jonas ainda levaria mais R$ 30. O TJ confirmou que Jonas não faz parte dos quadros de oficiais de justiça do órgão.

Após a publicação da reportagem, a corregedora geral do Tribunal de Justiça (TJ-BA), Telma Britto, fixou o prazo de 60 dias para apresentação de relatórios conclusivos do processo administrativo disciplinar. Mas a Corregedoria já ultrapassou em duas vezes o período estipulado. Alegando segredo de Justiça, o juiz corregedor Joselito Miranda não quis informar a razão do atraso e nem quando iria concluir o processo. “Não vou dar entrevista”, afirmou, após dois dias de ligações da reportagem do CORREIO.

Outra funcionária Mariêde Correia de Souza, do 10º Tabelionato de Notas na Barra, também aparece cobrando propina para liberar uma procuração. Mariêde, continua trabalhando pela manhã no cartório.

Sem resposta
Procurada insistentemente pelo CORREIO, a corregedora geral, desembargadora Telma Britto, não retornou - até mesmo as chamadas da assessoria do tribunal. Além da Corregedoria Geral do TJ- BA, o caso é investigado também pela Polícia Civil.

A presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud), Maria José Santos da Silva, considerou “normal” o prazo de mais de 120 dias para uma decisão da Corregedoria Geral. Ela defendeu a punição dos serventuários, desde que seja constatada a irregularidade. “O sindicato é contrário a esse tipo de prática (pagamento de propina) e desde março vem trabalhando em uma campanha de conscientização”, afirmou.

Depois da denúncia do CORREIO, a campanha Servidor Cidadão - Por Ética no Judiciário ganhou visibilidade e foi reforçada no Tribunal de Justiça da Bahia, além de comarcas da capital e do interior do estado. A iniciativa pretende despertar no servidor o senso de ética, moralidade e comprometimento para a oferta de serviços jurisdicionais de qualidade, “sem que haja a necessidade do ato de corrupção”, diz texto da campanha, veiculada em cartazes e outdoors.

fonte:http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=39260&mdl=29

salvador |21.10.2009 - 18h46